Conceptualization of hypersituation as result of IoT in Education (presentation)

With the emergence of new technologies and their use in different areas, new experiences emerge. In the context of the use of IoT in educational contexts, the potential of hypersituation has been considered by several authors as the greatest potential of these technologies for this field of study. However, despite several references to this fact, this term still lacks further conceptualization and the drawing of guidelines to achieve it. Thus, this paper aims to present an interpretation and definition of the term hypersituation indicating potentials, challenges and ways to achieve it.

Presented at 5th conference on Smart Learning Ecosystems and Regional Development (SLERD).

Here

SafeWeb: um projeto piloto em Portugal (apresentação)

SafeWeb: um projeto piloto em Portugal

Apresentação realizada no VIII Seminário Nacional Investigando Práticas de Ensino (SNIPE) e VI Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras (SIPPI) (2020)

Apresenta-se o projeto piloto SafeWeb, que está a ser desenvolvido na localidade da Branca (Portugal) e que envolve as instituições PROBRANCA- Associação para o Desenvolvimento Socio-Cultural da Branca, com o apoio do BPI e da Fundação “la Caixa” e o Centro de Competência TIC da Universidade de Aveiro, como entidade avaliadora. Com este piloto, pretende-se desenvolver um guião que possa ser, posteriormente, utilizado por outras instituições para a promoção de literacia e cidadania digital, com forte enfoque no uso da Internet, de forma esclarecida e segura, por parte de crianças e jovens (dos 6 aos 15 anos de idade). Conscientes de que os encarregados de educação são parte fundamental na formação das crianças e jovens, o projeto comtempla-os, também, através de palestras direcionadas. Como resultados até ao momento, criou-se a primeira versão do guião.

Disponível aqui.

Unidade de Engenharia 3/UNIFIL – já lá vão 13 anos

Cidade de Tiro, Líbano, 2008 (Filipe T. Moreira)

Foram passando os anos, treze, desde que a Unidade de Engenharia 3 (UnEng3/FND/UNIFIL) integrou a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL na sua sigla em inglês). Esta era a terceira Força Nacional Destacada (FND) portuguesa a integrar a Força das Nações Unidas presente no território Libanês desde 1978. À UnEng3 seguiram-se mais 8, Portugal teve Unidades de Engenharia no território de 2006 a 2012, num total de 11 que realizaram missões de cerca de 6 meses cada.

Sobre a UnEng3 ainda se pode ler no sítio do então Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas Portuguesas, Aníbal Cavaco Silva:

A Brigada de Intervenção, recorrendo a forças do Regimento de Engenharia 3, (Espinho), organizou e aprontou a Unidade de Engenharia 3 (UnEng3/FND/UNIFIL) para iniciar as suas operações no Líbano a partir de 26 de Novembro de 2007.[1]

Esta missão envolveu 141 militares portugueses, maioritariamente originários do Regimento de Engenharia 3 (Paramos/Espinho), que sob comando do então Tenente Coronel Manuel Rebelo de Carvalho haveriam de assumir funções no terreno a 28 de novembro. O aquartelamento foi no Campo Ubique, em Shama, no Sul do Líbano – à semelhança de todas as UnEng.

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Academias Digitais para Pais – o que são?

Conforme se pode ler no site da Direção-Geral da Educação[1] (DGE), o Programa Academia Digital para Pais é uma iniciativa da EDP Distribuição – Energia, S.A. em parceria com a DGE, que visa dar a possibilidade aos pais/encarregados de educação, de crianças do 1º e 2º ciclos, de Escolas que integram o Programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP), de frequentar ações de formação promotoras de competências digitais. Com este programa, pretende-se dotar as famílias de competências digitais básicas que facilitem o acompanhamento escolar dos filhos e ainda lhes facultem ferramentas de integração, essenciais na sociedade atual. Pretende-se, ainda, combater as assimetrias socioeconómicas existentes, na iminência de virem a ocorrer situações de contingência que obriguem à suspensão das atividades letivas, em regime presencial.

Ou seja, contrariamente ao veiculado em alguma comunicação social e amplamente disseminado por diversos blogues, este Programa não visa ajudar os pais a ajudar os alunos a fazer os trabalhos de casa. O objetivo é capacitar os pais/encarregados de educação para a utilização de ferramentas digitais (como por exemplo email, browsers, etc…) promovendo assim a inclusão digital.

Acho por isso muito estranho que colegas se tenham deixado levar pelo fervor do momento, ou talvez pela ânsia de terem muitas visualizações nas suas publicações, e tenham por isso ignorado a fonte original da notícia, o site da DGE. Não nos podemos esquecer da fundamentalidade do Pensamento Crítico na vida e ação docente.

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Participação no SNIPE/SIPPI

Nos próximos dias 24 e 25 vou participar no VIII Seminário Nacional Investigando Práticas de Ensino (SNIPE)/VI Seminário Internacional de Práticas Pedagógicas Inovadoras (SIPPI) organizados pelo Sistema Positivo de Ensino (SPE) – https://seminariosnipe.com.br/.

Este ano estarei presente com uma apresentação de um artigo curto intitulado SAFEWEB: um Projeto Piloto em Portugal.

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Workshop de Programação Tangível

A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro associa-se à celebração da Semana Europeia da Robótica com um programa de atividades de robótica e programação para todas as idades.

Neste âmbito estarei a dinamizar um workshop de programação tangível no próximo dia 29 (domingo) entre as 10h00 e as 12h30 no espaço Dóing da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro. Neste workshop iremos programar robots de forma tangível.

Público-alvo: maiores de 10 anos
Bilhete: 5€/participante (não é necessária a presença de um adulto acompanhante)
Inscrição obrigatória: 234 427 053 ou fabrica.cienciaviva@ua.pt

Mais informações em https://www.facebook.com/events/998221123991924

Todo o programa em https://www.ua.pt/pt/fabrica/semana-da-robotica?fbclid=IwAR3sbY7sxSgx2TouaeBs0NSkChia8CBbtGWbKgH-QvLV9V6Zx7CP5enUAYA

Alguns dados sobre a Covid-19

Muito se tem falado sobre a realidade dos EUA relativamente à Covid-19, isto porque é o país como maior número de infetados (a caminho dos 11 milhões) e de mortes registadas (ultrapassando as 245 mil). Todavia, se analisarmos os dados por 100 mil habitantes podemos concluir que a Bélgica tem dados piores.

A Bélgica tem 5,386 infetados por 100 mil habitantes, enquanto que os EUA têm 3,334. Recorde-se que a população da Bélgica é de cerca de 11,46 milhões. Relativamente a vítimas mortais, os EUA, com uma população global de cerca de 328,2 milhões, registam 75 mortes por 100 mil habitantes, enquanto que a Bélgica regista 125.

Na Europa, relativamente ao número de infetados por 100 mil habitantes, apenas Andorra regista piores valores do que e a Bélgica com 7,4 infeções por 100 mil habitantes. Andorra, apesar de ter apenas cerca de 77 mil habitantes, regista mais de 5 mil infeções.

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Amos Oz – Contra o fanatismo

“O fanatismo é a essência perene da natureza humana, o ‘gene mau’.”

(Amos Oz)

Conheci Amos Oz em 2007[1] aquando da publicação do “How to cure a fanatic” numa coedição da ASA Editores e do Público traduzida por Henrique Tavares e Castro. Nesta edição de bolso o título é “Contra o fanatismo”.

Apesar de já falecido, Amos Oz (1939-2018) é apontado por diversas fontes como o escritor mais influente de Israel (embora não se possa ignorar a crescente influência de Yuri Harari, ainda que em registos distintos), tendo colecionado várias distinções ao longo dos anos. Em 2002 seria mesmo indicado ao prémio Nobel da Literatura e chegou ainda a ser, por diversas vezes, mencionado como candidato ao Nobel da Paz.

Considerando que a sua obra se tende a fundir com a sua vida, confesso que ainda hoje conheço mais do seu percurso pessoal e político do que propriamente o literário que se traduz em 40 livros e em cerca de 450 artigos. No entanto, não posso negar a influência que a leitura do “Contra o Fanatismo” teve em mim, especialmente numa altura em que me preparava (a vários níveis) para integrar uma Missão de Paz da ONU no Líbano enquanto militar do Exército Português.

A leitura do ensaio “Contra o Fanatismo” foi o meu ponto de partida para conhecer o outro Estado de Israel. Um país com antagonismos de pensamentos e visões que em muito extrapolam a religião. Na altura, os meios de comunicação a que tinha acesso não me permitia perceber que existiam movimentos que defendiam uma política diferente da levada a cabo pelo Governo israelita e que havia (e há) uma Israel que procura o seu espaço através da paz e da coexistência. Com esta obra percebi também que os conflitos não são binários e que a moderação e o diálogo são ferramentas muitas vezes desvalorizadas nos media internacionais.

Num tempo de polarização, como o que vivemos hoje, fortemente impulsionado pelas redes sociais (que tendem a levar os utilizadores a sentir o efeito de falso consenso) a leitura crítica do “contra o fanatismo”, mas também dos vários ensaios de Amos Oz deveria ser fortemente encorajada.

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