TikTok – o que é e o porquê da polémica?

(Originalmente publicado no Centro da Criança em fevereiro de 2020)

A aplicação TikTok é uma rede social criada em 2016 na China (sendo que na China tem o nome de Douyin). Esta rede social tem tido muito sucesso à escala global, não sendo Portugal exceção, conta atualmente com mais de 500 milhões de utilizadores ativos. Esta aplicação permite aos utilizadores criar vídeos curtos de música e lip-sync de 3 a 15 segundos e vídeos curtos de looping de 3 a 60 segundos.

Até aqui tudo bem. O problema é que este aplicativo tem como idade mínima de adesão os 13 anos. Facto que nos leva a ter uma maior atenção nas questões de segurança.

Daí que esta rede social esteja a ser muito comentada desde há uns meses. Os comentários e críticas devem-se, em certa medida a três questões: à guerra comercial entre vários países, nomeadamente entre os EUA e a China e a tentativa de controlo de informação sensível; às constantes guerras comerciais entre os gigantes da tecnologia que lutam entre si pelo mercado apetecível dos adolescentes e crianças; e, por último, por questões de segurança dos utilizadores. Sendo esta última a que mais nos interessa para este contexto.

Assim, importa salientar que a TikTok já esteve temporariamente banida na Indonésia e India por conter vídeos de cariz sexual. Facto que levou a empresa ByteDance (detentora da TikTok) a efetuar alterações nos seus padrões de segurança e a eliminar cerca de 15 milhões de vídeos da plataforma.

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A Code Week 2020 está aí…

A 7ª Semana Europeia do Código (CodeWeek) está a chegar. Este ano a iniciativa decorrerá ao longo de mais de duas semanas, mais precisamente de 10 a 25 de outubro. Porém o seu início é assinalado em forma de webinar já no dia 8 e vai contar com a participação de alguns dos maiores especialistas na matéria (pode consultar aqui https://codeweek.eu/featured-activities). A iniciativa, à semelhança dos anos anteriores, é promovida por diversas entidades europeias, das quais se destaca a Comissão Europeia.

Esta iniciativa visa celebrar a criatividade e desmistificar questões relacionadas com a programação, de forma a dar a conhecer, cativar e trazer mais crianças, jovens e adultos para este “mundo”. Além disso, não se pode ignorar que o mercado de trabalho está ainda a necessitar de programadores e de se estimar que a procura continue nos próximos anos. Daí que tenha havido, desde o início, o envolvimento de muitas organizações, o que tem feito desta iniciativa um sucesso, de tal forma que atividades, como a da Semana Europeia do Código, têm sido promovidas por todo o mundo, aliás o mapa das atividades inscritas para a “CodeWeek” ultrapassa, e muito, as fronteiras da Europa.

Portugal não tem ficado de fora desta iniciativa e à semelhança do resto da Europa tem registado vários eventos dos os anos, tendo o recorde sido alcançado em 2019 com mais de 700 eventos em todo o país. Para este ano estão já registados mais de uma centena. Qualquer pessoa pode registar a sua atividade na plataforma (em https://codeweek.eu/events). Assim que estiver registada surgirá no mapa. Podem registar qualquer tipo de atividade, podendo ser um workshop, aula aberta, formação contínua, etc…desde que tenha como temática a programação.

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Três aplicações para iniciar o seu filho na programação

Nos últimos anos, o saber programar tem sido indicado como uma competência essencial para o século XXI, facto que tem originado várias iniciativas, sendo umas de carácter regional, outras de caráter nacional e há até de caráter internacional como a “Hora do Código” ou a Semana Europeia do Código. Todavia, quando se trata de iniciar os nossos filhos neste mundo da programação a escolha sobre que ferramentas usar pode ser complicada, principalmente pela quantidade e qualidade da oferta que é muito variável.

Esta tarefa de selecionar o recurso para ajudar os nossos filhos a se familiarizarem com a programação de computadores e robôs torna-se ainda mais complexa se não estivermos minimamente por dentro do mundo da computação. Se for o seu caso, é possível que lhe surjam algumas questões como:

O que ensinar?

Por onde começar?

Com que idade começar?

Se a estas dúvidas acrescentarmos o facto, já referido, de existirem centenas de sites, aplicações e outros recursos disponíveis no mercado, podemo-nos deparar com mais um problema que é vermo-nos a ser arrastados para uma pesquisa interminável e a incapacidade de escolher o melhor recurso didático.

Neste artigo, não lhe darei todas as respostas, mas expor-lhe-ei três aplicações de enorme sucesso, que ajudarão o seu filho a conhecer e a iniciar-se neste enorme mundo da programação.

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Reforço da Democracia? – Devolvam as freguesias às populações

(Originalmente publicado no Jornal N de 28 de setembro de 2020)

Num momento em que tanto se fala sobre o crescimento dos extremismos, nomeadamente da extrema-direita, seria de esperar que se reforçassem os pilares da Democracia. No entanto, não se tem verificado o reforço destes pilares, assim como não se têm efetuado as reformas necessárias. A acrescentar, tem-se verificado que muitos partidos e figuras de relevo têm cedido ao populismo barato e demagogo que apenas contribuiu para a ridicularização da política.

Relativamente à ridicularização política, importa salientar que esta é perseguida religiosamente por uma parte da comunicação social nacional que tende a dar destaque ao circo que se faz em torno da política (geralmente com intenção de desviar as atenções) e não ao que realmente interessa. Chegando-se ao cúmulo de o tema político principal do dia ser o vestuário de deputados ou assessores, conforme se verificou no passado.

Voltando à Democracia, não se pode olvidar que um dos pilares que a sustenta é o envolvimento dos cidadãos na política, caso contrário esta pode tornar-se uma atividade de elite com interesses não condizentes com as reais necessidades das populações, levando a que surjam as democracias de fachada.

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O Dilema das Redes Sociais – o documentário

Imagem Netflix

A Netflix lançou hoje (9 de setembro de 2020) um documentário intitulado “O Dilema das Redes Sociais” que ao longo de cerca de uma hora e trinta minutos nos vai mostrando como as “redes sociais” evoluíram de algo que, à partida, seria positivo para algo que tem contribuído, à escala global, para, entre outros, a polarização das opiniões e comportamentos.

No decorrer do documentário vão surgindo diversos protagonistas que em determinado momento das suas vidas tiveram um papel fundamental na construção do que são hoje as diferentes “redes sociais”. Como seja o antigo presidente da Pinterest, da Facebook e também antigos responsáveis da Google. Surgem ainda engenheiros informáticos, designers e investigadores de relevo na área. Ou seja, todo o documentário tem contributos de indivíduos que conhecem o “sistema” por dentro ou que o estudam há vários anos. Aliás, este pode ser mesmo o grande estímulo para ver e rever este filme.

Todo o documentário vai-nos levando por diversas reflexões, mesmo sobre alguns aspetos que parecem óbvios, mas que antes de os vermos verbalizados parecem não figurar no consciente.

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