O corvo e raposa escrito pelo 5ºB do Colégio D. José I

Photo by Hannes Wolf on Unsplash

Partilho esta fábula criada, num exercício colaborativo, pela turma do 5.ºB (do ano letivo 2013/14) no Colégio D. José I, alunos que tive o gosto de lecionar e com os quais muito aprendi. Quanto à fábula, como em todas, a mensagem mantém-se atual.

O corvo e a raposa

O corvo estava pousado no ramo de uma árvore, junto ao seu ninho, a pentear as suas belas penas negras.

A raposa, que por ali passava, viu que dentro do ninho havia muito açúcar.

Olhando para o corvo disse:

– Tu até tens umas penas bonitas e cantas muito bem!

-Eu sei – disse o corvo muito convencido de si – não conheço ave melhor do que eu.

-Talvez, mas nunca te vi dançar, e conheço delas que dançam muito bem.

O corvo abrindo as asas, começou a dançar.

– Afinal, até danças bem, mas vi o melro a dançar e ele fá-lo de olhos fechados e a saltar – disse a raposa com ar de pouco espanto.

O corvo, que não gostava de ficar atrás de ninguém, fechou os olhos e dançou ainda mais.

Enquanto o corvo dançava de olhos fechados, a raposa foi-se embora com o açúcar que havia tombado para o chão.

Quando abriu os olhos, não havia nem ninho, nem açúcar, e da raposa, apenas pegadas e o riso, ao longe.

Nunca te deixes iludir pelos elogios.

Escrito pelo 5.º B a 11 de dezembro de 2013

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