Três aplicações para iniciar o seu filho na programação

Nos últimos anos, o saber programar tem sido indicado como uma competência essencial para o século XXI, facto que tem originado várias iniciativas, sendo umas de carácter regional, outras de caráter nacional e há até de caráter internacional como a “Hora do Código” ou a Semana Europeia do Código. Todavia, quando se trata de iniciar os nossos filhos neste mundo da programação a escolha sobre que ferramentas usar pode ser complicada, principalmente pela quantidade e qualidade da oferta que é muito variável.

Esta tarefa de selecionar o recurso para ajudar os nossos filhos a se familiarizarem com a programação de computadores e robôs torna-se ainda mais complexa se não estivermos minimamente por dentro do mundo da computação. Se for o seu caso, é possível que lhe surjam algumas questões como:

O que ensinar?

Por onde começar?

Com que idade começar?

Se a estas dúvidas acrescentarmos o facto, já referido, de existirem centenas de sites, aplicações e outros recursos disponíveis no mercado, podemo-nos deparar com mais um problema que é vermo-nos a ser arrastados para uma pesquisa interminável e a incapacidade de escolher o melhor recurso didático.

Neste artigo, não lhe darei todas as respostas, mas expor-lhe-ei três aplicações de enorme sucesso, que ajudarão o seu filho a conhecer e a iniciar-se neste enorme mundo da programação.

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PROMOÇÃO DO PENSAMENTO CRÍTICO NOS PRIMEIROS ANOS DE ESCOLARIDADE – PORQUÊ?

Admitindo que “o objetivo primeiro da escola e talvez o mais singular é o de promover o desenvolvimento intelectual dos alunos ensinando-os a pensar, crítica e criativamente, para que aprendam eficazmente a tomar decisões face a problemas que os confrontam” (Valente, 1989, p. 41), torna-se imperioso repensar as metodologias didáticas. Aliando a este facto o da sociedade ocidental de hoje apresentar-se em constante mudança, torna-se impossível ter acesso e dominar todo o conhecimento, ou mesmo realizar uma previsão dos que serão úteis no futuro (Tenreiro-Vieira, 2001). Nesse sentido, urge preparar os alunos “para lidar, nos diferentes contextos profissionais, com as novas exigências da sociedade” (Figueiroa, 2014, p.266), assim como dota-los de ferramentas que, devidamente mobilizadas, possam ajudar a ultrapassar dificuldades que o futuro (inevitavelmente) lhes colocará.

Vieira (2003, parafraseando Tenreiro-Vieira, 2001) refere mesmo que “nunca antes houve tanta necessidade de preparar os alunos para enfrentarem o fluxo dinâmico e imprevisível da desatualização de conhecimentos científicos e técnicos” (p. 7).

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Perspetiva atual da educação em ciências no Ensino Básico

Segundo Weissmann (1993, citado por Martins, 2002, p.5) “o facto de metade dos conhecimentos científicos atuais terem sido produzidos durante a segunda metade do séc. XX” parece estar na base da mudança de uma Sociedade Industrial para uma Sociedade da Informação (ou do Conhecimento). Um dos traços mais marcantes da sociedade atual é a tecnologia da comunicação (Pereira, 2007), permitindo o acesso à informação em tempos e em espaços diversos e a um número crescente de pessoas (principalmente nas sociedades ditas de “primeiro mundo”) (Martins, 2002). A disseminação destas tecnologias tem contribuído enormemente para a democratização de muitos países, como atesta a “Primavera Árabe”, criando, um fosso entre a sociedade contemporânea e a sociedade da revolução industrial fortemente marcada pela estratificação social e pela exploração do Homem pelo Homem. Recursivamente, todas estas alterações fizeram com que houvesse “uma rejeição do modelo de escola inspirado na produção, […] baseado na metáfora da linha de produção” (Pereira, 2007, p.489), de natureza fortemente mecanicista.

Assim, a caracterização das perspetivas atuais da Educação em Ciências acarreta a necessidade de compreensão da sociedade atual nos seus aspetos económicos, sociais e culturais, considerando as questões da globalização (Pereira, 2007).

Com as profusas mudanças sociais, económicas e culturais ocorridas no século passado, a Educação em Ciências orientada apenas para as elites e/ou para a formação de cientistas e de técnicos foi considerada inadequada por políticos, empresários e industriais (Tenreiro-Vieira, 2002). Nesse sentido, uma “Educação em Ciências, centrada na aquisição de conhecimentos, demonstrou ser, além de redutora, pouco eficaz no sentido de formar cidadãos cientificamente cultos e preocupados com as questões da atualidade” (Pereira, 2002 in Fartura, 2007, p.10). Neste quadro, tem surgido, ao longo das últimas décadas, a consciencialização sobre a necessidade de se repensar as finalidades desta Educação que estimulou uma “cultura para a Ciência escolar assente na literacia científica, para um público informado” (Martins et al., 2007, p.18).

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