Pensamento Computacional – II Jornadas Lamego Educa

Os slides que usei ontem nas II Jornadas Lamego Educa como suporte à reflexão sobre o Pensamento Computacional.

Uma vez mais, parabéns a toda a organização.

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Oficina Tecnologias Emergentes – Preparem-se pais!

Oficina SafeWeb – Tecnologias Emergentes – Preparem-se pais!

Na passada quinta-feira (8 de abril de 2021), participei, como convidado, numa oficina organizada no âmbito do projeto SafeWeb* e intitulada “Tecnologias Emergentes – Preparem-se pais!”.

O objetivo desta oficina era, essencialmente, dar a conhecer aos encarregados de educação dos participantes do projeto SafeWeb algumas das tecnologias emergentes e os possíveis impactos destas na sociedade. Partindo com esse objetivo, comecei por mostrar que muitas das tecnologias que surgem nos filmes e livros de ficção científica foram já inventadas (mesmo algumas das mais surpreendentes). Na segunda parte da oficina abordei algumas das tecnologias emergentes, mas com uma perspetiva de como é que estas nos poderão a viajar até ao passado e a projetar o futuro com exatidão.

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“Tecnologias Emergentes – Preparem-se pais!”

No âmbito do projeto SafeWeb, dinamizado pela Probranca Ipss com apoio financeiro da Fundação “la Caixa”, irei dinamizar uma oficina sob a temática “Tecnologias Emergentes – Preparem-se pais!”.

Nesta oficina irei abordar um conjunto de tecnologias emergentes que poderão contribuir para uma alteração das “realidades” ou até (porque não?) viajar no tempo.

Para os interessados, podem assistir no Facebook, onde será transmitido em direto. Deixo aqui o endereço do evento: https://www.facebook.com/events/446747753325622/?active_tab=discussion

Até lá!

Encontro Cultura Digital e Educação na década de 20

Companheiros/as de viagem,

Nos dias 14 e 15 de maio próximo, vai-se realizar o encontro Cultura Digital e Educação na década de 20, para o qual tive o honroso gosto de ser convidado a integrar a Comissão Científica.

Este evento, que decorrerá totalmente online, é organizado por diversas instituições de Portugal e do Brasil, sendo elas:
• ESE do Instituto Politécnico de Setúbal;
• CCTIC da ESE do Instituto Politécnico de Setúbal;
• Universidade Federal de Mato Grosso do Sul;
• Universidade Católica Dom Bosco;
• E Grupo de Pesquisas e Estudos em Tecnologia Educacional e Educação a Distância – GETED.

As submissões estão abertas até ao dia 3 de abril, sendo os eixos temáticos:
• A cidadania digital;
• Políticas Públicas para Educação no enfrentamento da COVID-19;
• Formação em tempos de Pandemia;
• Práticas educativas em tempos de Pandemia.

Saliento que todos os trabalhos aceites para apresentação no Encontro serão publicados no livro de atas/anais, em formato digital. Alguns dos trabalhos poderão ser propostos para publicação, em versões estendidas, numa das revistas Medi@ções e Edutec, de acordo com as normas das respetivas revistas.

Toda a informação relativa ao evento está disponível em CDE 20 – Online, dias 14 e 15 de maio de 2021 (ips.pt)

Boa produção científica!

Novo artigo em revista

Foi hoje publicado o mais recente volume da Medi@ções revista online da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal que tem como diretora Ana Luísa Oliveira Pires.

Este volume foi subordinado ao tema “Pensamento Computacional, Programação e Robótica na aprendizagem”, tendo o editorial ficado sob responsabilidade de João Vítor Torres e Miguel Figueiredo. No total, além do editorial, engloba seis artigos relacionados com a temática central, mais dois relacionados com desporto.

Sou o primeiro autor de um dos artigos, cuja autoria partilho com Isabel Cabrita, Maria José Loureiro e Cecília Guerra. Neste artigo intitulado “Programação tangível e a promoção do Pensamento Computacional: propostas didáticas desenvolvidas no projeto TangIn” apresentámos o projeto TangIn, no âmbito do qual foi desenvolvida uma toolbox para apoiar a programação tangível em contexto educativo e apresentámos ainda propostas didáticas para a promoção do pensamento computacional através da abordagem STEM criadas no âmbito desse projeto.

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Novo livro sobre tecnologias para a educação

Neste final de ano surgiu uma bela surpresa, a publicação, pela Editora da Universidade Federal do Maranhão, do livro eletrónico “Formação no Contexto do Pensamento Computacional, da Robótica e da Inteligência Artificial”, cuja organização ficou a cargo de João Batista Bottentuit Junior, João Manuel Nunes Piedade, Luana Priscila Wunsch e Luciano Frontino de Medeiros.

Pode ler-se na apresentação deste livro luso-brasileiro que os sete capítulos que o compõem foram escritos a partir de diferentes experiências práticas e de pesquisa dos seus autores. Estes capítulos levam-nos a um maior entendimento histórico e a uma reflexão aprofundada sobre as necessidades e possibilidades do uso das tecnologias na educação, mais especificamente da robótica como instrumento de ensino e aprender sobre os variados temas do currículo escolar, mas também sobre as oportunidades e desafios que a Inteligência Artificial trará para a educação.

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Novo capítulo: Conceptualization of Hypersituation as Result of IoT in Education

Foi recentemente publicado o livro “Ludic, Co-design and Tools Supporting Smart Learning Ecosystems and Smart Education” editado por Óscar Mealha, Matthias Rehm e Traian Rebedea, o qual tem um capítulo meu em coautoria com os Professores Mário Vairinhos e Fernando Ramos intitulado “Conceptualization of Hypersituation as Result of IoT in Education”.

Este capítulo surge no seguimento do projeto PAprICa – Potenciar Aprendizagens com a Internet das Coisas onde se explorou o potencial das tecnologias de Internet das Coisas em contextos educativos, assim como formas de as utilizar como recurso didático.

Decorrente do uso de tecnologias de Internet das Coisas em contextos educativos, diversos autores têm indicado a “Hipersituação” como o seu principal potencial. No entanto, na literatura de especialidade este conceito ainda não estava explorado e conceptualmente definido, facto que motivou este capítulo. Decorrente da “Hipersituação” podem ocorrer “Experiências Hipersituadas” algo que é, ainda que sucintamente, descrito neste artigo onde também se indica potencialidades, desafios, e formas de o alcançar situações hipersituadas.

Boas leituras!

Citação completa do capítulo:

Moreira F.T., Vairinhos M., Ramos F. (2021) Conceptualization of Hypersituation as Result of IoT in Education. In: Mealha Ó., Rehm M., Rebedea T. (eds) Ludic, Co-design and Tools Supporting Smart Learning Ecosystems and Smart Education. Smart Innovation, Systems and Technologies, vol 197. Springer, Singapore. https://doi.org/10.1007/978-981-15-7383-5_6

Perspetiva atual da educação em ciências no Ensino Básico

Segundo Weissmann (1993, citado por Martins, 2002, p.5) “o facto de metade dos conhecimentos científicos atuais terem sido produzidos durante a segunda metade do séc. XX” parece estar na base da mudança de uma Sociedade Industrial para uma Sociedade da Informação (ou do Conhecimento). Um dos traços mais marcantes da sociedade atual é a tecnologia da comunicação (Pereira, 2007), permitindo o acesso à informação em tempos e em espaços diversos e a um número crescente de pessoas (principalmente nas sociedades ditas de “primeiro mundo”) (Martins, 2002). A disseminação destas tecnologias tem contribuído enormemente para a democratização de muitos países, como atesta a “Primavera Árabe”, criando, um fosso entre a sociedade contemporânea e a sociedade da revolução industrial fortemente marcada pela estratificação social e pela exploração do Homem pelo Homem. Recursivamente, todas estas alterações fizeram com que houvesse “uma rejeição do modelo de escola inspirado na produção, […] baseado na metáfora da linha de produção” (Pereira, 2007, p.489), de natureza fortemente mecanicista.

Assim, a caracterização das perspetivas atuais da Educação em Ciências acarreta a necessidade de compreensão da sociedade atual nos seus aspetos económicos, sociais e culturais, considerando as questões da globalização (Pereira, 2007).

Com as profusas mudanças sociais, económicas e culturais ocorridas no século passado, a Educação em Ciências orientada apenas para as elites e/ou para a formação de cientistas e de técnicos foi considerada inadequada por políticos, empresários e industriais (Tenreiro-Vieira, 2002). Nesse sentido, uma “Educação em Ciências, centrada na aquisição de conhecimentos, demonstrou ser, além de redutora, pouco eficaz no sentido de formar cidadãos cientificamente cultos e preocupados com as questões da atualidade” (Pereira, 2002 in Fartura, 2007, p.10). Neste quadro, tem surgido, ao longo das últimas décadas, a consciencialização sobre a necessidade de se repensar as finalidades desta Educação que estimulou uma “cultura para a Ciência escolar assente na literacia científica, para um público informado” (Martins et al., 2007, p.18).

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Génese e evolução do conceito de Desenvolvimento Sustentável

La educación para la sostenibilidad persigue, en definitiva, lograr una profunda revolución de las mentalidades (Vilches, Gil, Toscano e Macías, 2014)

Nos discursos políticos e educacionais, assiste-se hoje a uma popularização do termo Desenvolvimento Sustentável (DS), embora pareça não haver acordo nos significados que lhe são atribuídos (Costa, 2013). O DS surgiu num contexto externo à educação, todavia “a identificação da importância da educação para a promoção de uma forma de desenvolvimento mais sustentável é quase imediata” (P. Sá 2008, p.42). A associação do DS com a educação também não reúne consenso, pelo que julga-se pertinente analisar a emergência do conceito e clarificar o termo Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS).

A consciencialização do impacte ambiental fruto do crescimento económico terá surgido pela primeira vez no Relatório do Clube de Roma (1972), severamente criticado por defender que a sustentabilidade da vida na Terra seria o crescimento zero da economia e da população. Realizado com base nos resultados de um programa computacional que previa que a capacidade de manutenção do planeta seria excedida nos 100 anos seguintes, o relatório tinha como grande limitação o facto de não considerar a possibilidade das inovações tecnológicas poderem minimizar os impactes do crescimento económico e/ou populacional.

O conceito de DS surgiu anos mais tarde na Declaração de Cocoyoto (1974), começando a circular na esfera pública apenas em 1980 com a publicação do World Conservation Strategy (1980). Baker et al. (1997) e P. Sá (2008) corroboram a ideia de que a principal limitação do conceito apresentado nesse documento era a focalização na sustentabilidade ambiental, excluindo do primeiro plano os aspetos sociais e económicos. Volvidos sete anos, surgiu uma nova perspetiva veiculada pelo Relatório de Brundtland (1987) que defendia a compatibilidade entre a proteção ambiental e o crescimento económico, assim como a reflexão acerca da operacionalização de formas de desenvolvimento ambientalmente sustentáveis (WCED, 1987; Reid, 1995; Baker, 2006 mencionado em P. Sá, 2008). Neste documento, DS é definido como “desenvolvimento que consegue dar respostas às necessidades das gerações presentes sem comprometer a capacidade das futuras de responderem às suas” (WCED, 1987,p.43) e, quase trinta anos depois, esta definição ainda prevalece.

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