A incrível história das Linhas de Torres Vedras

Depois da partilha da animação sobre o Marquês de Pombal, aqui fica outra sobre as famosas Linhas de Torres.

Em pouco mais de cinco minutos é feito um resumo da história das Linhas de Torres a fundamentalidade destas infraestruturas para travar o avanço das forças napoleónicas aquando da terceira invasão.

Esta animação da autoria de Alice Eça Guimarães e Jorge Ribeiro foi vencedora do tema principal do Festival Bang Awards de 2010, um Festival Internacional de Cinema de Animação que apoia a produção de conteúdos, que é promovido pela Câmara Municipal de Torres Vedras, produzido pela empresa Slingshot.pt, organizado pela Nau Identidade e que conta com o apoio da A3 – Artes gráficas.

A vida de Marquês de Pombal em animação.

Por estes dias, quando abordava, em sala de aula, as reformas executadas pelo então Secretário de Estado dos Negócios Interiores do Reino, o famigerado Marquês de Pombal de seu nome Sebastião José de Carvalho e Melo, eis que um aluno partilha um vídeo que andava a circular pelo grupo de WhatsApp da turma. O vídeo é este que aqui deixo.

Esta animação criada pelo município de Oeiras relata, com recurso ao humor, a vida do Marquês de Pombal desde a sua entrada na Universidade de Coimbra até aos seus últimos dias em Pombal.

Apesar do humor, a animação não ignora as duas facetas do Marquês, deixando a questão no ar se seria um homem inteligente ou um déspota. Em boa verdade, tudo aponta para que reunisse em si essas duas características.

Homenagear os portugueses que morreram na 2.ª Guerra Mundial

(Artigo originalmente publicado no jornal Diário da Feira a 2 de setembro de 2020)

Imagem retirada de newsmuseum.pt

Sempre estranhei o facto de Portugal não celebrar oficialmente o Dia da Vitória (8 de maio e 9 de maio nos países de leste da Europa), o dia em que a Segunda Guerra Mundial terminou na Europa (na Ásia só terminaria oficialmente a 2 de setembro do mesmo ano).

É evidente que no período da ditadura tal seria impensável. Isto porque, apesar da neutralidade assumida e da histórica relação com Inglaterra, não podemos ignorar a proximidade do regime de Salazar com o regime de Hitler. Esta simpatia levou, entre outros, o regime a decretar luto nacional pela morte do “fuhrer” e, antes disso, a vender toneladas de volfrâmio no mercado paralelo aos alemães. Parte deste volfrâmio saía mesmo da nossa região e viria a estar na origem do ouro nazi que iria encher os cofres lusitanos, cuja proveniência e destino se tentou perceber durante anos. 

Ainda a respeito da neutralidade, importa referir que o regime sempre foi jogando para os dois lados, mesmo quando já se tinha conhecimento comprovado do Holocausto. Como provas temos o testemunho de dois fugidos de Auschwitz (Rudolf SVrba e Alfred Wetzler), mas também relatos de movimentos da própria Igreja Católica.

Avançando. Em democracia, não assinalar este dia com as devidas honras de Estado é ignorar as vítimas portuguesas na Segunda Grande Guerra. Na Europa, terão sido várias centenas os portugueses forçados a trabalhar nos campos nazis.

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