Evento – “Matemática Com Vida: diferentes olhares sobre o Pensamento Computacional”

O evento “Matemática Com Vida: diferentes olhares sobre o Pensamento Computacional” vai-se realizar nos dias 24 de setembro e 1 de outubro (em modo online no 1.º dia do encontro e maioritariamente presencial no 2.º dia).

Tive a honra de ser convidado para integrar um painel sobre “Pensamento Computacional na Educação: que sentido faz e que competências promove?“. Este painel pretende contribuir para o debate deste tópico, clarificando o sentido que faz falarmos em Pensamento Computacional na matemática, na sua transferibilidade para outras disciplinas, bem como sobre as competências que promove no desenvolvimento de cidadãos mais autónomos e digitalmente críticos.

Os outros elementos integrantes do painel são: Carlos Albuquerque – Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; João Vítor Torres – CCTIC/CIEF Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal; e José Miguel Sousa – Secretaria Regional de Educação da Madeira. Conta ainda com a moderação de Margarida M. Pinheiro – CIDTFF, ISCA-UA, Universidade de Aveiro.

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UM POUCO DA VIDA DE JOSÉ ANASTÁCIO DA CUNHA

A informação veiculada na literatura de especialidade e em outras fontes sobre José Anastácio da Cunha não é totalmente coerente, havendo discrepâncias entre algumas e pouca precisão noutras, nomeadamente na datação. Apesar dessas inconsistências, pode apurar-se que nasceu a 11 de Maio de 1744 no seio de uma família humilde: o pai Lourenço da Cunha era pintor e a mãe Jacinta Inês era criada.

Segundo Queiró (1994), Anastácio da Cunha usufruiu de educação basilar na Congregação do Oratório na Casa das Necessidades em Lisboa que, à época, desenvolvia uma “notável e inovadora ação pedagógica”(p.1), tendo o próprio revelado que aí estudara “Gramática, Retórica e Lógica” e “Física e Matemática por sua curiosidade e sem mestre” (p.1). No ano de 1762 aceitou o lugar de tenente no Regimento de Artilharia do Porto (estacionado em Valença do Minho), o que – aliás – viria a ser determinante para a sua vida, ao permitir-lhe contactar com a cultura protestante e com ideias iluministas – anos mais tarde, a principal acusação por parte da Inquisição. Na altura, a organização nacional do Exército era da responsabilidade do Conde alemão Lippe e, em conformidade com Teixeira (1990), chegara até a haver incidentes entre o português e o alemão.

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